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segunda-feira, 17 de julho de 2017

17 de Julho de 1945: II Guerra Mundial. Início da Conferência de Postdam, entre os EUA, Reino Unido e URSS, que consagra os sectores de influência aliada no pós-guerra.


Em 17 de Julho de 1945, os chefes de governo dos Estados Unidos, Reino Unido e URSS, vencedores da Segunda Guerra Mundial, reuniram-se pela terceira vez no contexto do conflito. Antes, haviam acontecido as conferências de Teerão (em 1943) e de Ialta (fevereiro de 1945).

Quando os Aliados se reuniram em Potsdam, nas proximidades de Berlim, em Julho de 1945, começava a  desgastar-se a aliança estabelecida em Junho de 1941, com a invasão da Alemanha nazi.

A Conferência de Potsdam significou uma reviravolta nas relações Leste-Oeste. Os seus principais protagonistas foram o novo presidente norte-americano, Harry S. Truman, que em Abril de 1945 havia substituído Franklin Delano Roosevelt; José Estaline da URSS; e o primeiro-ministro britânico Winston Churchill, destituído durante a conferência e substituído por Clement Attlee.  Em Potsdam, o choque de interesses entre Moscovo e seus aliados ocidentais ficou bem mais evidenciado que nas duas conferências anteriores. Depois dos testes bem-sucedidos com a bomba atómica em 1945, Truman pretendia o apoio da URSS na guerra contra o Japão, mas ao mesmo tempo queria evitar uma ocupação soviética naquela região asiática. Já a União Soviética, por seu lado, distanciou-se definitivamente das nações ocidentais, marcando o início de uma nova era: a Guerra Fria.

A conferência estabeleceu as directrizes básicas para a administração da Alemanha logo depois do fim do conflito. Além da histórica decisão de dividir a Alemanha em quatro zonas de ocupação, foi criado um conselho de ministros das Relações Exteriores, com sede em Londres e a participação de representantes do Reino Unido, União Soviética, China, França e Estados Unidos.

Procedeu-se, também, ao completo desarmamento da Alemanha. Foram extintas todas as forças germânicas de terra, mar e ar, bem como as SS, SA e Gestapo. As associações de veteranos de guerra, as juventudes militarizadas e os clubes e associações para-militares foram também extintos.

A União Soviética apropriar-se-ia, para si e para a Polónia, da produção e dos equipamentos militares da zona que lhe foi entregue. Receberia ainda 15% da produção excedente da zona ocidental e mais 10% do seu equipamento industrial, ao mesmo tempo que renunciava ao seu ouro que fora capturado pelas nações ocidentais.Entre os principais objectivos da conferência daquele 17 de Julho estavam a criação de directrizes para o tratamento da Alemanha derrotada, questões de reparações de guerra, além da nova fronteira para a Polónia, ao longo dos rios Oder e Neisse, assim como os acordos de paz com a Itália, Bulgária, Finlândia, Hungria e Roménia.

 Conferência de Potsdam. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013. 
  wikipedia (Imagens)


Clement Attlee,  Harry Truman, e  José Estaline em Potsdam

Arquivo: Conferência de Potsdam 1945-8.jpg

17 de Julho de 1936: Início da Guerra Civil Espanhola com a insurreição das forças instaladas em Melilla, contra o poder republicano


A guarnição espanhola de Melilla subleva-se contra o governo republicano no dia 17 de Julho de 1936. É o começo de uma guerra civil de três anos e um prelúdio aos horrores da Segunda Guerra Mundial. A acção do dia 17 de Julho que tentou derrubar o governo republicano, no entanto, foi derrotada parcialmente. No entanto, causou profunda crise política no governo. Mais tarde, o decorrer dos factos deu abertura para o estabelecimento do regime franquista, que permaneceu no poder em Espanha até 1975.


A jovem república espanhola era à época vítima de uma espiral de violência, resultado da instabilidade política, tendo como consequência várias centenas de mortos. Poucos meses antes, a Frente Popular, em 16 de Fevereiro, conquistava uma vitória eleitoral e o confronto tornou-se inevitável após o assassinato do deputado monárquico José Calvo Sotelo em 13 de Julho.


A sublevação militar, chamada de “Glorioso Movimiento”  para os seus chefes, era resultado de um plano preparado minuciosamente por um longo período. A principal inspiração foi o general  Emilio Mola, ex-chefe de polícia e que se tornou governador militar de Pamplona, região de pequenos proprietários de terra carlistas e católicos, ferozmente hostis à República, a Navarra.


No dia seguinte, Franco deixa o seu posto nas Ilhas Canárias e viaja secretamente para Melilla, desembarcando dois dias mais tarde na Andaluzia com as suas tropas. Tratava-se essencialmente de marroquinos muçulmanos ou "mouros" e soldados da Legião Estrangeira. Guarnições de muitas das grandes cidades também se sublevam, mas uma boa parte do exército permanece fiel ao governo.


Em três dias, os rebeldes "nacionalistas" tomam a Galiza e a Velha-Castela, perto da fronteira com Portugal, bem como parte de Navarra, Leão e Astúrias. Em Navarra e Aragão, os insurgentes beneficiam do apoio das milícias carlistas, os requetés. Eram camponeses-soldados bem treinados, católicos fervorosos e entusiasmados monárquicos. O carlismo era um movimento político tradicionalista de carácter antiliberal e contra revolucionário surgido na Espanha no século XIX.


Os nacionalistas conseguem penetrar também na Andaluzia, Córdova, Granada e Cádis, com a ajuda de batalhões mouros e de unidades da Legião. Contudo, em Barcelona, são repelidos pelas milícias operárias. Fracassam também em Valência e no Levante Mediterrâneo.


Os nacionalistas contavam com uma rápida rendição do governo, porém grandes cidades  escapavam-lhes ao controlo – Madrid, Barcelona, Valência. Elas conseguiram manter-se principalmente no Sul com a ajuda de tropas marroquinas.


O general Mola projecta então tomar Madrid fazendo convergir sobre a capital quatro colunas de tropas, combinando a sua acção com a insurreição de civis madrilenos, supostamente partidários do governo mas na verdade favoráveis ao ‘Movimento’. Era o que a história consagrou como a Quinta Coluna.


A manobra, porém, fracassa diante da mobilização inesperada da população. A capital permanece em mãos das tropas legalistas comandadas pelo general. Ao cabo dos 3 dias de Julho - 18, 19 e 20 de Julho – a Espanha emerge dividida em dois, com uma ligeira vantagem do governo, que mantém sob o seu controlo as principais zonas industriais, bem como 14 milhões de habitantes contra 10,5  milhões dos insurgentes. Era o início da guerra civil.

A guerra civil prolongou-se durante dois anos e meio, opondo exércitos de mais de 800 mil homens em cada lado, com apoio activo do estrangeiro. E, ao internacionalizar-se, iria servir de ensaio para a guerra que se iria travar na Europa contra o nazismo e o fascismo. Com efeito, a Alemanha nazi iria testar em Espanha algumas das suas armas mais modernas, inclusive em Guernica que se tornaria símbolo do terror nazi.


Um dado a considerar no resultado da guerra civil espanhola é que nas vésperas do golpe de Estado militar de Franco, as divisões da Frente Popular e os excessos da ultra-esquerda eram latentes.


A frente de esquerda tinha a legitimidade das urnas para levar adiante uma revolução social. Contudo a acção de pequenos grupos que enveredaram para a pilhagem e os assassinatos, especialmente no Norte, debilitaram-na. Entre esses grupos destacaram-se a Confederación Nacional del Trabajo e Federación Anarchista Iberica, ambas anarquistas e o Partido Obrero de Unificaciòn Marxista de ultra-esquerda.


Os militantes do POUM eram vistos com hostilidade pelo Partido Comunista Espanhol. Essas rivalidades entre os partidos de esquerda atingiriam o auge em Barcelona em 1937 quando ocorreram violentos embates fratricidas. Esses episódios enfraqueceram gravemente o campo republicano durante anos.

Fontes: Opera Mundi
wikipedia (imagens)
 Morte do Soldado Legalista, de Robert Capa é a mais conhecida fotografia sobre a Guerra Civil Espanhola. No entanto, existem dúvidas sobre sua veracidade
As facções em luta no início do conflito (Verão de 1936); a zona nacionalista está em azul, a republicana a vermelho, e o verde expressa os avanços dos nacionalistas.

UMA VISITA GUIADA AO BUTÃO - VÍDEO



VÍDEO

OUVIR-TE - poesia António Garrochinho


eu ouço-te quando falas serena
em frases curtas de duração pequena
mas que dizem tudo
quase não preciso de falar
prefiro ouvir-te, escutar
ficar mudo

António Garrochinho

Série B


"Hoje só há razões para lamentar o percurso começado com Hugo Chávez ainda antes de terminar o século XX, apesar de o seu sucesso original ter sido saudado como uma feliz alvorada pelo contingente de extrema-esquerda que se revê nos populismos de ocasião. (...) O que a Venezuela precisa, e depressa, é de se livrar de Maduro e de conseguir um governo respeitado e respeitável — para poder atrair a ajuda internacional que é essencial de forma a garantir alguma viabilidade financeira a um país que está na falência e a um governo que condena os seus cidadãos à fome. (...) Há muito trabalho para fazer que só pode começar quando o Presidente venezuelano cair. Que seja depressa." 

A opinião - ligeira - é do director adjunto do Público, Diogo Queiroz de Andrade, num artigo publicado hoje.  Chama-se a atenção para os termos usados que poderiam integrar um diálogo numa má série norte-americana ou num filme de série B anti-imperialista, a imitar Costa Gavras, sobre o que fazer a um país produtor de petróleo, com um governo fora da influência dos Estados Unidos e muito perto do seu quintal. Junta-se aquele que poderia ser o seu guião (usa-se a letra courier para se assemelhar mais a um guião):  
À volta de uma mesa estão várias homens, de fato e gravata, alguns militares. A luz é artificial, em tons de azulado. Sobre a mesa estão vários dossiers,conseguindo-se ver entre eles as letras "Venez.." Na segunda linha, assessores tiram notas. Há grandes planos dos presentes, paira um ambiente tenso.
- O que a Venezuela precisa é de se livrar de Maduro - diz um homem cinquentão, cabelo branco armado.Nota-se que é um político, membro de uma comissão parlamentar ligada aos serviços de segurança.
- É verdade - concorda um jovem com um fato impecável e uma gravata à moda, talvez assessor de segurança do Senado - Hoje só há razões para lamentar o percurso começado com Hugo Chavez que foi saudado por uma feliz alvorada pelo contingente da extrema-esquerda...
- ... e populista - remata um empresário de cara fechada, nitidamente do sector petrolífero. - É preciso um governo respeitado e respeitável. Estou disposto a pagar para ver isso!
- Sim - corrobora um homem dos FMI - um governo que possa atrair a ajuda financeira a um país na falência e que está a condenar os seus cidadãos à fome.
- Mas - interrompe uma das assessoras - não eram esses cidadãos que estavam à fome antes de Chavez chegar ao poder?
- Quem é esta? - bichana um militar ao seu parceiro do lado.
O homem para quem ela trabalha olha-a de soslaio.
- Há muito trabalho para fazer! - interrompe quem está a presidir à reunião - Muito trabalho que só pode começar quando o presidente venezuelano cair.
- Que seja depressa! - diz o empresário.

 ladroesdebicicletas.blogspot.pt

Predadores letais, perigos no mar


Vamos agora para o fundo do mar.


Aqui conheceremos algumas criaturas marinhas exóticas e bizarras que são verdadeiros predadores oceânicos.

Sem mais delongas, vamos ao vídeo:



tudorocha.blogspot.pt

UMA VIAGEM GUIADA AO SULTANATO DE OMÃ - VÍDEO



VÍDEO

NO TEXAS JÁ É POSSÍVEL

Você sempre sonhou em poder ir fazer compras acompanhado de sua fiel alabarda? 
Se sim, Texas é para onde você deveria se mudar agora. O estado americano acaba de aprovar uma lei que permite os cidadãos passearem por lugares públicos portando espadas ou qualquer outra arma branca com mais de 15 centímetros.

Partiu Texas: aprovam uma lei que permite usar espadas e armas brancas de grande tamanho em lugares públicos
Até agora só era possível usar facas de um comprimento mínimo, o que obviamente devia ser muito frustrante para os sofridos cidadãos. A nova lei entrará em vigor em 1º de setembro.

A lei exclui deste direito os menores de 18 anos a não ser que estejam acompanhados de seus papais. Também especifica que não poderão usar espadas em hospitais, escolas, igrejas nem estabelecimentos cujos rendimentos tenham mais de 51% da venda de bebidas alcoólicas (mais conhecidos como bares).

O criador desta nova lei é John Frullo, representante do partido republicano no Texas. De fato, ia ser aprovada em maio, mas o assassinato de um estudante texano com uma faca de caça fez com que a homologação atrasasse alguns meses. Frullo defendeu a lei dizendo que "Pessoas que não têm intenção de cometer nenhum tipo de crime não devem ser criminalizadas".

Atualmente já há outros dois estados onde é legal passear com espadas pelas ruas: Montana e Oklahoma.


www.mdig.com.br

Proposta também abrange gás butano e propano canalizado - PCP propõe preços regulados para o gás de botija


A proposta prevê que os preços do gás engarrafado e canalizado passem a ter máximos fixados. Portugal é dos países onde mais se paga por uma botija de gás.
https://www.abrilabril.pt/sites/default/files/styles/jumbo1200x630/public/assets/img/imgonline-com-ua-resize-rv4ldkqlyppizpn.jpg?itok=75MX8OYV
Em Portugal paga-se perto do dobro por uma botija de gás, em comparação com Espanha
Em Portugal paga-se perto do dobro por uma botija de gás, em comparação com EspanhaCréditos
A proposta que o PCP entrega hoje na Assembleia da República impõe preços máximos para o gás de petróleo liquefeito (GPL) butano e propano, sejam em garrafa ou canalizado. A competência de fixação dos preços fica na alçada do Governo, sob proposta da Entidade Reguladora do Sector Energético (ERSE).
Os preços máximos devem ter como referência a média da zona euro. Na União Europeia, há vários países em que o preço destes combustíveis é regulado, como é o caso de Espanha, onde os preços são perto de metade da média nacional. Uma botija de gás butano de 12,5 kg custa, em Portugal, uma média de 23 euros; do outro lado da fronteira, o preço é 14,18 euros.
O projecto de lei estabelece que o sistema de preços máximos inclui «despesas de contratação de fornecimento de GPL; consumos, na sua componente variável e fixa; serviços de assistência técnica; e outros custos decorrentes dos termos do contrato de fornecimento de GPL».
Os comunistas lembram que, nas zonas fronteiriças, muitos portugueses vão a Espanha comprar as suas botijas de gás, devido ao diferencial de preços. Esta realidade leva ainda a que, em Portugal, existam diferenças substanciais nos preços no mesmo operador, podendo chegar aos 40 cêntimos por kg.
O mercado do gás engarrafado é dominado por apenas quatro operadores, que conseguem margens de 27% através «de uma estrutura oligopolista/monopolista», refere o grupo parlamentar do PCP. Entre Dezembro de 2013 e Fevereiro de 2014, enquanto o preço do GPL nos mercados internacionais desceu 25%, «o preço das botijas de 13 kg aumentou, em média, 50 cêntimos», exemplificam os deputados do PCP.
O GPL butano e propano, seja em botija ou canalizado, abastece milhares de famílias e de micro, pequenas e médias empresas. Na maioria dos casos, o gás engarrafado é o único recurso para as famílias de menores rendimentos e residentes no interior do País. Já o GPL canalizado está, geralmente, disponível onde não existe oferta de gás natural, cujo preço equivalente é de cerca de metade.


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Arthur Schopenhauer, in 'Aforismos para a Sabedoria de Vida'

Quem não Ama a Solidão, não Ama a Liberdade
Nenhum caminho é mais errado para a felicidade do que a vida no grande mundo, às fartas e em festanças (high life), pois, quando tentamos transformar a nossa miserável existência numa sucessão de alegrias, gozos e prazeres, não conseguimos evitar a desilusão; muito menos o seu acompanhamento obrigatório, que são as mentiras recíprocas.
Assim como o nosso corpo está envolto em vestes, o nosso espírito está revestido de mentiras. Os nossos dizeres, as nossas acções, todo o nosso ser é mentiroso, e só por meio desse invólucro pode-se, por vezes, adivinhar a nossa verdadeira mentalidade, assim como pelas vestes se adivinha a figura do corpo.

Ademais, quanto mais elevada for a posição de uma pessoa na escala hierárquica da natureza, tanto mais solitária será, essencial e inevitavelmente. Assim, é um benefício para ela se à solidão física corresponder a intelectual. Caso contrário, a vizinhança frequente de seres heterogéneos causa um efeito incómodo e até mesmo adverso sobre ela, ao roubar-lhe seu «eu» sem nada lhe oferecer em troca. Além disso, enquanto a natureza estabeleceu entre os homens a mais ampla diversidade nos domínios moral e intelectual, a sociedade, não tomando conhecimento disso, iguala todos os seres ou, antes, coloca no lugar da diversidade as diferenças e degraus artificiais de classe e posição, com frequência diametralmente opostos à escala hierárquica da natureza.

Nesse arranjo, aqueles que a natureza situou em baixo encontram-se em óptima situação; os poucos, entretanto, que ela colocou em cima, saem em desvantagem. Como consequência, estes costumam esquivar-se da sociedade, na qual, ao tornar-se numerosa, a vulgaridade domina.

Uma roupa que expande de acordo com o crescimento da criança

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Ao longo da vida é normal enfrentar problemas com os tamanhos das roupas. Contudo, quando criança as numerações se perdem com muito mais facilidade, já que os pequenos estão em constante crescimento. Para evitar os gastos excessivos e o consumo exagerado de peças infantis, Ryan Mario Yasin, aluno da Royal College of Art, desenvolveu uma linha de roupas com tecido capaz de se esticar para acompanhar bebês de seis meses até 3 anos – crianças tendem a crescer seis tamanhos na etiqueta entre esse curto período.
Petit Pli vai na contramão da moda infantil, que replica o estilo adulto em miniatura, e traz um novo conceito para facilitar os movimentos das crianças durante o dia e garantir conforto a todo momento.
O designer com experiência em engenharia aeronáutica pesquisou sobre as estruturas para satélites pequenos, que necessitam de pequenos painéis de fibra de carbono embalados em suas lacunas para manter a estrutura antes de serem liberados na atmosfera. O formato de dobradura foi essencial para Ryan criar as peças infantis, com design e materiais aguardando a patente.
“A estrutura deforma de acordo com os movimentos da criança, expandindo e contraindo em sincronia com o corpo”, comenta Ryan em entrevista ao Dezeen. O designer optou por fabricar as peças com shape plissado, porque a prática já existe e facilita a produção.

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www.pavablog.com



André Ventura o cromo laranja aqui na foto.


Já não nos chegam os cromos da peste grisalha agora aqui está mais um com discriminação racial.

André Ventura e o ataque à comunidade cigana.
No CDS parceiro do PSD na candidatura à autarquia de Loures, já se quer que o próprio candidato perca.
André Ventura renova acusações que já tinham motivado uma queixa do BE à Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial.

ATITUDE DE HOSPEDEIRA GERA POLÉMICA


A companhia aérea Emirates abriu uma investigação (VÍDEO)
Uma hospedeira de bordo da companhia aérea Emirates está a gerar polémica. Em causa está o facto de ter colocado champanhe de um copo de um passageiro que não o bebeu na totalidade de volta para a garrafa.
O momento foi filmado por um passageiro russo Yevgeny Kayumov que posteriormente o partilhou na sua conta de instagram. As opiniões dividem-se mas as críticas prevalecem. 
Segundo o Mirror, a Emirates abriu uma investigação.
Veja o vídeo:

ionline.sapo.pt

VEJA O QUE ACONTECEU COM UM CAMIÃO QUE TOMBOU E TRANSPORTAVA PEIXES BRUXA



Quando achávamos que um caminhão limpa-fossa fosse a pior coisa que poderia explodir ao seu lado na estrada, a gastronomia nos traz algo pior: mixinos, uma classe de peixes marinhos, de águas frias, com forma de enguia, também conhecidos por peixes-bruxa. Aconteceu no estado americano do Oregon, quando o motorista de um caminhão repleto destes animais, 3.500 quilos para ser exato, fez uma manobra errada e tombou, protagonizando um acidente que cobriu vários carros com três toneladas de baba e peixes. Por sorte, não tiveram que lamentar feridos, mas a estrada permaneceu horas fechada.

O que faz único a este acidente é precisamente a espécie de peixes envolvida. Os peixes-bruxa são uma antiga família de peixes necrófagos aparentados com as lampreias e conhecidos por um peculiar mecanismo de defesa.
Isto é o que acontece quando um caminhão cheio de peixes-bruxa tomba ao seu lado na estrada 01
Quando se sentem ameaçados, uma série de glândulas nas laterais de seu corpo segregam grandes quantidades de um muco denso e gelatinoso.
Isto é o que acontece quando um caminhão cheio de peixes-bruxa tomba ao seu lado na estrada 02
Ao entrar em contato com a água, as fibras desse muco se expandem a grande velocidade, convertendo grandes quantidades de água em uma massa gelatinosa da qual é difícil se desprender. Veja o vídeo abaixo para entender

VÍDEO

Os cientistas conseguiram filmar peixes-bruxa utilizando essa baba para escapulir de predadores.

VÍDEO

A substância satura (amarra)rapidamente a mordedura dos peixes que tentam devorá-los, asfixiando-os e os obrigando a soltar à presa.
Isto é o que acontece quando um caminhão cheio de peixes-bruxa tomba ao seu lado na estrada 03
Na rodovia do Oregon, a baba dos mixinos acidentados combinou-se rapidamente com a água dos tanques em que viajavam para organizar um caos.
Isto é o que acontece quando um caminhão cheio de peixes-bruxa tomba ao seu lado na estrada 04
Para piorar as coisas, a substância seguia misturando com o água das mangueiras que se estavam usando para limpar a estrada. Os profissionais encarregados de limpar a via tiveram que utilizar uma escavadeira para retirar os peixes.
Isto é o que acontece quando um caminhão cheio de peixes-bruxa tomba ao seu lado na estrada 05
O peixe-bruxa, por verdade, é considerado uma delicatessen culinária em diferentes gastronomias como a coreana ou a francesa. Essa é a razão pela qual tinha um caminhão cheio deles circulando pela via

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QUADRADOS COM CONTEÚDO





PODE O PASSADO MASCARAR-SE DE FUTURO?




Uma vez, conheci um homem que viajou no tempo. Mergulhou na vertigem espaço-temporal que o catapultou dos anos 80 para o presente e encontrei-o numa das margens da ria de Bilbau. Entrou na máquina que o trouxe ao futuro ainda jovem e saiu com o rosto enrugado pelo tempo. Respondeu-me que era mentira. Que tinha vindo do futuro e que aterrara no passado. De uma cidade cinzenta e industrial onde a luta de classes era o motor da história, observava agora como se afogava a rebeldia nas mornas águas da cidadania responsável. Curioso, perguntei-lhe como havia viajado no tempo. Um dia, a polícia emboscou-o e metralhou-o. Moribundo, conseguiu sobreviver e viveu sequestrado durante três décadas nos cárceres espanhóis.

Mas às vezes, mesmo à deriva, o futuro acaba por dar à costa. Quando há força colectiva para organizar o porvir o horizonte pode transformar a cultura de um povo. Em 1968, quando as mulheres e os homens de Cabo Verde e Guiné-Bissau forjavam a independência sob a dura melodia das kalashnikov, na outra ponta do Atlântico os estivadores de Baltimore carregavam um navio com modernos instrumentos para alimentar a música electrónica. Submetido a terríveis condições atmosféricas, a tripulação perdeu o controlo da embarcação e dois meses depois de desaparecer dos radares marítimos o navio deu à costa da ilha de São Nicolau. Apesar da guerra, o PAIGC deu a ordem de distribuir os instrumentos eléctricos pelas populações das poucas localidades com electricidade e a embarcação fantasma acabaria por transformar a música cabo-verdiana.

Também há aquelas histórias de quem ficou preso na corda bamba entre o passado e o futuro. Depois de empreender uma fuga marítima, o mais famoso dos poetas turcos foi encontrado por um cargueiro romeno. Nazim Hikmet escapava da noite turca e procurava a via para Moscovo quando o capitão que levava na cabine um cartaz que exigia a libertação do mesmo Nazim Hikmet se dispunha a entregá-lo às autoridades turcas por não ter autorização para o recolher. Felizmente, o telégrafo cumpriu o seu desígnio e devolveu o futuro ao poeta comunista.

São tantas as metáforas que não se compreende como tropeçámos e caímos novamente no vazio do passado. No mesmo ano em que o azar levou o futuro musical a Cabo Verde, a poesia morria debaixo de uma calçada que já não cheira a Verão porque a madrugada se afogou na tormenta social-democrata em Paris. A força da razão ou a razão da força na derrota do futuro em Moscovo quando Gorbachev enterrou a União Soviética? O independentista basco que viajou do futuro veio de um mundo em que as relações laborais mais favoráveis serviam de muro ao passado. Neste compasso em que dançamos sozinhos e fazemos culto à individualidade, interpretamos a cidadania obediente como sinónimo de civilidade.

Vivemos em tempos em que o descomprometimento e a anti-política - que é também política - se encaixam perfeitamente na precariedade dos dias que correm apressados rumo ao passado. As relações sociais afundam-se no silêncio da mediocridade e da precariedade. Somos mais ecológicos porque somos mais limpos ou somos mais limpos porque nos foi imposto? Somos inimigos do ruído porque acreditamos no respeito pelo espaço do outro ou esse respeito não é mais do que fruto do medo? Somos mais livres e descontraídos nas nossas relações pessoais ou isso é afinal resultado das contradições capitalistas e não da emancipação sexual e emocional? É a mesma coisa ser-se moderno que ser-se progressista? Pode o passado mascarar-se de futuro?

manifesto74.blogspot.pt

Humor de caserna (trumpista)


Num jantar na Casa Branca, Donald Trump conversa animadamente com um grupo de apoiantes republicanos. Então, alguém se aproxima deles e pergunta:
— De que falam, tão animadamente?
— Estamos a fazer planos para a Terceira Guerra Mundial — responde Trump. 

— Uau! — diz o convidado. — E que planos são esses?
— Vamos matar 14 milhões de muçulmanos e um dentista — responde Trump. O convidado parece confundido e pergunta:
— Um... dentista? Porque é que vão matar um dentista? — Trump dá uma palmada nas costas de um dos seus amigos, e exclama:
— Eu não disse? Ninguém vai perguntar pelos muçulmanos!

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(Anedota contada por Manuela Gonzaga.)