domingo, 6 de agosto de 2017

Passe a publicidade - Dando uma lição a um anticomunista frouxo


Na sua crónica de hoje no Público, que tem o sem dúvida saboroso título «PCP: um partido dois sistemas», o sempre fulgurante João Miguel Tavares proclama que o PCP «é umpartido que quer tanto impor o comunismo lá fora(…)» mas «parece tão pouco interessado  em impô-lo cá dentro (…).».
E, entre outras palermices, invoca como sustentação para a sua tese que foi ao sítio do PCP e, na sua versão em inglês, encontrou que «o PCP celebra a Revolução de Outubro e anuncia em grande plano :”Socialism necessary today and for the future», enquanto na versão em português o que encontrou foi «a promoção da Festa do Avante!, em modo 100% capitalista:”Entrada Permanente à venda – 23 euros até 31 de Agosto – Compra já» e que quando se clica no «compra já»,horror dos horrores, também se vai para Ticketline».
Assim sendo, o que venho aqui dizer com todas as letras é que JMT se revela um  anticomunista frouxo, insípido e afinal timorato.
Com efeito, com alguma autoridade e conhecimento de causa que JMT não tem, o que venho denunciar corajosamente é que, qual Ticketline qual carapuça,  o PCP trabalha com bancos privados, abastece o seu refeitório na Soeiro com produtos comprados na Makro, compra computadores, esferográficas. e papel de fotocópias em empresas privadas e, quanto à Festa, tem contratos com a Delta, a Pepsi e a 
Superbock.
 
Não fosse sábado e não fosse não ter encontrado o chefe de contabilidade do PCP e os leitores teria aqui uma infinita e vibrante lista de negócios do PCP que são uma ultrajante traição aos seus ideais socialistas.

É certo que, em relação à Festa do Avante! e às comparações com Paredes de Coura, algum comunista mais matreiro que aquela bandeira vermelha no ponto mais alto da Festa fala como um livro aberto sobre um projecto, uma ideologia e um caminho quase centenário de lutas, sonhos e esperanças.
Mas não liguem. Isso é mais uma invenção dos comunistas porque se trata sim de um trapo benfiquista que o vento trouxe na 1ª edição na Atalaia e, depois disso, nunca mais ninguém conseguiu subir lá acima.



Este artigo encontra-se em: o tempo das cerejas 2 http://bit.ly/2ueciN6

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