NOTA


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quinta-feira, 31 de agosto de 2017

o espantalho


PORTUGAL GOLEOU AS ILHAS FAROE POR 5 - 1

A seleção portuguesa derrotou, nesta quinta-feira à noite, as Ilhas Faroe, por 5-1, no Estádio do Bessa, fruto de um hat-trick de Cristiano Ronaldo e golos de William Carvalho e de Nélson Oliveira. Portugal mantém-se no segundo lugar do grupo B da fase de qualificação do Mundial 2018, atrás da líder Suíça.
O jogo começou muito bem para a equipa das quinas com um excelente golo de Ronaldo aos três minutos. Aos 29, de penálti, o capitão aumentou a vantagem. Ainda antes do intervalo, Baldvisson reduziu a desvantagem no marcador.
De cabeça, William fez o terceiro, aos 58, e Cristiano completou o seu hat-trick, aos 65. Nélson Oliveira fechou a contagem aos 84. A seleção goleou mas muitos golos ficaram ainda por marcar.












www.jn.pt

As universidades de Verão



Velhas afirmações e novas interrogações.
Sou contra o batizado de crianças. Pertencer a uma igreja deve ser um acto consciente, fruto de alguma vida e de experiência para fazer uma escolha. Por isso sou também contra as juventudes clubísticas, futebolísticas e partidárias. Se a opção por uma claque de cube pode ser um mero acaso, uma oportunidade, um instinto, fruto de uma bebedeira, de uma paixão, fruto de uma irracionalidade, a opção pela militância em organizações políticas e numa dada organização em particular deve ser fruto de reflexão, de observação, de ponderação. Deve ser um acto de maturidade.
Dito isto, sou contra as “jotas”, as juventudes partidárias. Julgo que a ideia mais geral e bem intencionada de constituir “jotas” foi e é a de que os jovens partidários não estão no pleno uso das suas faculdades, são inexperientes, pouco conhecedores, impulsivos, úteis, mas também perigosos. Os jotas podem cometer excessos, asneiras que só o tempo amaciará. Há que domesticá-los. Os jotas são, objetivamente, militantes de segunda — mas os seus votos contam o mesmo dos seniores . É uma contradição, mas o sistema faz de conta que ninguém se apercebe. Um jota é um tipo que ainda não sabe conduzir mas já tem carta. Há que lhe ministrar aulas extra. É para isso que servem as universidades de verão. Para dar explicações como as que antigamente serviam de ajuda à admissão aos liceus.
Os jovens, a quem não os partidos não reconhecem plena maturidade, mas que votam como gente grande, necessitam de umas lições para embeberem os princípios elementares da arte e da ciência da política que os podem fazer votantes conscientes (que, repito, valem tanto como os inconscientes). Servem também, as ditas universidades joteiras, de incubadora de futuros dirigentes e membros dos aparelhos políticos, Os resultados desta seleção são conhecidos.
Por outro lado, gente que se julgaria curtida com o juízo da idade, imune a figuras tristes, presta-se com alegria e entusiasmo à tarefa de educar os jotas. De lhes transmitir o seu saber e a sua experiência. E eles aí estão, no final das férias, antes das vindimas, os barões, os senadores da política e da República (alguns monárquicos) sorridentes e a transbordar de entusiasmo e boa vontade no seu serviço cívico! E, com eles, acorrem repórteres esbaforidos a escutarem as suas sábias palavras. O mundo dos telespetadores coça-se antes de escutar o que os chacais vão dizer à ninhada!
Esperam estes velhos macacos de rabo pelado que os jotas lhes sigam os exemplos e lá vão às ditas universidades exibirem o seu sucesso a uma plateia de jovens que começaram cedo a tratar da vida e a procurar o caminho das pedras para não molharem os pés nos perigosos fundões da vida.
Por fim, o que levará um conjunto de jovens a encafuarem-se numa sala a ouvir ecos de outros tempos, de outros mundos? Serão normais os jovens que passam uma semana a ouvirem bonzos, vozes do além e do aquém?
Que mundo espera um jovem normal que lhe prometa um Cavaco Silva ou um papa Bento XVI? Um Kissinger ou uma Madame Lagarde? O Marques Mendes ou o Durão Barroso? Um Jorge Coelho ou uma Maria João Avillez?
Duas questões: o que leva os macacões da política — a brigada do reumático dos governos e conselhos de administração e fiscais — a subirem ao palco? Valerá o sacrifício a hipocrisia que leva os macaquitos pretendentes aos seus lugares (em seu devido tempo) a sentarem-se durante uma semana numa sala para aprender os truques?
Parece que sim.

FREGUESIA DE SANTA BÁRBARA DE NEXE COM A CDU








Os calões da Autoeuropa


Os calões da Autoeuropa aceitam trabalhar a um sábado como um dia extraordinário e não como um dia normal. 

A ironia de João André Costa

Texto de João André Costa 

Os calões da Autoeuropa não querem trabalhar ao sábado. Dizem os calões da Autoeuropa que trabalhar ao sábado tem um impacto directo nas suas famílias, no seu tempo de descanso e, por conseguinte, preparam-se para a primeira greve na história desta empresa. Os calões da Autoeuropa foram, até agora, um exemplo de bom comportamento, baixando a bolinha e fazendo tudo o que o patronato tem exigido, incluindo trabalho aos sábados e horas extra sempre que foi preciso.

Tal nível de bom comportamento levou a que a Autoeuropa fosse escolhida para produzir o T-ROC, o novo veículo utilitário desportivo SUV da Volkswagen. A produção deste veículo corresponde a 1% do PIB português e a 2000 postos de trabalho. Quer isto dizer que se a Autoeuropa não produzir o que lhe é exigido, a produção será deslocalizada para outros países de um dia para o outro, porque se os calões da Autoeuropa não querem trabalhar, lá fora há quem queira, mais horas e por menos.

Os calões da Autoeuropa já se esqueceram que estão onde estão apenas e somente por trabalharem mais horas e por menos em comparação com o resto da Europa. Os calões da Autoeuropa têm a barriga cheia e acham-se no direito de se sentirem cansados, de querer passear com a família ao fim-de-semana e ver os filhos crescer ao invés de vestirem a camisola e trabalhar que nem umas mulas em prol do país e de todos os portugueses, isto num país a braços com uma crescente dívida externa.

Os calões da Autoeuropa aceitam trabalhar a um sábado como um dia extraordinário e não como um dia normal. No entanto, os calões da Autoeuropa não aceitam a obrigatoriedade de trabalhar ao sábado. Os calões da Autoeuropa querem encher ainda mais a barriga, e os bolsos, à custa do patronato. Os calões da Autoeuropa querem ir à casa de banho durante o turno de trabalho. Os calões da Autoeuropa não querem usar fraldas. Eu uso fraldas. Os calões da Autoeuropa só querem direitos e não querem deveres. Temos pena. Soubessem os calões da Autoeuropa o que custa ao patronato passar férias todos os meses em Veneza ou nas Maldivas, manter uma frota de Ferraris e casas em Miami, Los Angeles, Mónaco e Paços de Ferreira e, estou convencido, não estariam com esta conversa.

O problema da Autoeuropa é ter uma comissão de trabalhadores demissionária cujo representante máximo, António Chora, se encontra neste momento a gozar uma mais que merecida reforma, ou talvez não, e eu não acredito em coincidências. Aliás, acho que ainda agora vi o Tó aqui no aeroporto a entrar para aquele avião com destino a Veneza. O problema da Autoeuropa é estar agora na mão de sindicatos da extrema-esquerda, repito, extrema-esquerda, vulgo “cêgêtêpê-pêcêpê”. O problema da Autoeuropa é que os alemães não gostam da malta da extrema-esquerda, repito, extrema-esquerda, como, aliás, a História se encarregou de demonstrar.

poesia:António Garrochinho


que bom
quando eu escrevia em ti
de mim
e tu
aceitavas as palavras
escritas com a tinta do coração
depois juntávamos os rascunhos
e íamos construindo
o livro desse distante amor
distante mas presente
por vezes não o abro
para que não sofra
eu
nas páginas
que escrevi
António Garrochinho

ESTE POBRE "CROMO" NEM SEMPRE ESTÁ ERRADO


ESTE POBRE "CROMO" NEM SEMPRE ESTÁ ERRADO 
Como todas as pessoas e organizações, também o PCP terá direito a errar a pontaria, de quando em vez.
Um dos exemplos assaz gritantes será o lamentável erro de pontaria que o PCP teve um dia… ao apoiar esta besta na sua ida para a URSS, ajudando-o a obter ali um curso superior, a comer e beber à conta…

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Lendo o programa da Festa do Avante! relativo ao centenário da Revolução Russa de 1917 quase se fica com a sensação de que se quis prestar homena...
OBSERVADOR.PT

PIOR QUE AS ANÉMONAS MAIS VENENOSAS, PIOR QUE AS ALGAS MAIS IRRITANTES, PIOR QUE QUALQUER POLUENTE CONHECIDO, EIS O VERDADEIRO PERIGO DAS PRAIAS PORTUGUESAS


Bad Moon Rising - Creedence Clearwater Revival (HQ - 5.1 Studio )

UM EXTRACTO DA RESPOSTA DE MARCELO R. SOUSA À CAVACAL FIGURA


ALERTA TERRORISTA



ESTES RUÍDOS, ESTAS BOCAS A QUEM PRETENDEM DESMOBILIZAR ?
O ALERTA TERRORISTA EM PORTUGAL COMEÇOU HÁ DÉCADAS COM OS GOVERNOS PS/PSD/CDS E COM OS BANQUEIROS GATUNOS E CORRUPTOS DA COR LARANJA E ROSA MURCHA.
O RUÍDO NO ENTANTO NÃO É INOCENTE, ALGUM MOTIVO TERÁ !

AG

PJ investiga ligações de fotógrafo morto a secretas estrangeiras






Corpo de Pedro Palma foi encontrado descalço dentro da mala do carro. 
A Polícia Judiciária poderá vir a investigar possíveis ligações de Pedro Palma com serviços de informação estrangeiros. O fotógrafo desapareceu na passada quinta-feira e, esta quarta-feira, o corpo foi encontrado dentro da mala do carro, estacionado em São Pedro de Sintra. 

Segundo avança o Cascais24, a PJ está a aguardar os resultados da autópsia para poder começar a investigação. Pedro Palma, ao que tudo indica, terá posto termo à própria vida com álcool e comprimidos. 

Dentro do carro foi encontrada uma garrafa de vodka e o corpo estava descalço. No entanto, fonte próxima da PJ revelou ao Cascais24 que "há circunstâncias estranhas, que devem ser investigadas, em redor do caso" e acrescentou que "é possível, no entanto, que nunca venha a ser apurado e/ou conhecido publicamente o que aconteceu na realidade". 

Outra fonte revelou ao jornal digital que o fotógrafo chegou a estar detido em Angola por alegada espionagem, mas não confirmou nem desmentiu que Pedro mantinha contacto com serviços de informação estrangeiros. 

Esta quarta-feira, um morador disse à CMTV que, na passada sexta-feira, assistiu à passagem de dois veículos a alta velocidade na rua onde o carro de Pedro Palma foi encontrado. Acrescentou ainda que um dos carros parece ser o de Pedro Palma e que, cinco minutos depois dos veículos entrarem na rua, só um saiu com três ou quatro ocupantes no interior. 

Pedro Palma vivia com a irmã e com a mãe na região de Queluz. Na passada quinta-feira publicou no Facebook um vídeo enigmático: uma imagem de dez segundos, de um ecrã cinzento, como se simbolizasse o final de uma emissão televisiva. 

Morador viu movimentos suspeitos na rua onde apareceu carro de Pedro Palma Dois veículos entraram a alta velocidade e só um deixou a rua. O ex-marido de Clara Pinto Correia saiu sem telemóvel e não fez qualquer movimento bancário. Foi encontrado sem vida esta quarta-feira.

 http://www.cmjornal.pt

Este homem construiu à mão um avião de combate funcional da Segunda Guerra Mundial



Chama-se Martin Phillips e é proprietário de uma loja de ferramentas no Reino Unido. Entusiasta da aeronáutica, quando completou 40 anos, seus amigos lhe presentearam uma peça do icônico caça britânico Spitfire, da Segunda Guerra Mundial, com um desafio: construir a mão uma réplica funcional. Com 54 anos, Phillips ganhou a aposta. Sim Martin passou 14 anos reconstruindo a nave peça a peça e gastou em torno de 4 milhões de reais percorrendo o mundo atrás das partes necessárias.

Ele juntou peças de outros caças, de máquinas que já não existiam e inclusive uma asa velha que se oxidava no Reino Unido. Segundo explicou, muitas vezes achou que nunca completaria:

- "Mas jamais me dei por vencido. É um grande alívio ter terminado. Agora me sinto um pouco envergonhado, pensando que nestes aviões se meteram meninos na Segunda Guerra Mundial e não sobreviveram a eles."

O Spitfire foi o último símbolo do esforço na guerra da Grã-Bretanha. Um caça monoposto britânico usado pela Royal Air Force e Aliados que foi desenhado por R.J. Mitchell.

VÍDEO
www.mdig.com.br

TOCA A REUNIR


De Lisboa à Praia da Rocha, passando pela estação do Barreiro



Levantávamo-nos bem cedo com as malas e sacos aviados de véspera. De eléctrico lá íamos para a Praça do Comércio. Mais umas passadas, com a minha mão de mãos dadas connosco, que ao meu pai cabia o carrego. Era uma azáfama na entrada no barco para o Barreiro. Vozes altas, gritos de crianças que se perdiam, mas tudo acabando em harmonia e olhos arregalados. Os marujos procuravam que o pessoal se despachasse, metendo sustos “Se não entram, ficam em terra…”.
Já o barco arrancava, entre apitos, com trocas de acenos com familiares que ficavam no cais. Lá dentro, o meu pai levava-nos à vez a ver o rio e as ondas abertas que nos molhavam a cara com uma frescura que nos criava a sensação de estar a brincar com a espuma.
Chegados ao Barreiro, a saída acelerada do barco, dava lugar a outra corrida para o combóio disposto na perpendicular lá ao fundo. Com os bilhetes de 2ª classe num bolso do casaco, o meu pai lá entrava à frente para dispor a bagagem por cima dos lugares marcados e, logo, voltava para nos receber das mãos da minha mãe. “Ó mãe, não fiques aí!”, gritávamos aflitos.
Quando estávamos todos sentados, distribuía a primeira parte da merenda para a sossega. A viagem levava umas horas. A minha mãe cantava umas modas alentejanas, do tempo da escola e em casa com as primas, em S. Martinho das Amoreiras. Nós gostávamos e íamos aprendendo. Alternava com brincadeiras do meu pai, que nos pedia para nos virarmos. Punha os dedos dele a mexer nas nossas costas e parava para dizer “Tricliti, triclité, quantos dedos estão em pé?” Palpitávamos um número e ele respondia ” Três? Se dissesses cinco, não perdias nem ganhavas, triplite, triplite, quantos dedos estão em pé?”, lengalenga que aprendera com o meu tio-avô, capitão do exército de bigode afiambrado, lá em Vouzela. E nós lá íamos fazendo novas apostas, deixando para trás Alcácer, Grândola, Ermidas e Alvalade até concluirmos que aquele jogo era um bocado esquisito…
Mas era altura de pararmos porque estávamos a chegar à estação da Funcheira. O meu pai ia ao bar da estação comprar umas bifanas acabadas de fazer e a minha mãe comprava, pela janela, umas pequenas bilhas de água. O combóio apitava a chamar os passageiro apeados, ameaçando partir sem eles. Agora gritávamos aflitos “Ó papá, onde estás? Vem embora”. Mas ele acabava sempre por aparecer em passada rápida com as bifanas metidas em papel de embrulho…
Depois era uma saborosa refeição. O meu pai não passava sem bifanas e contagiava a família. O combóio já rodava para sul, de novo. Nas Amoreiras, os meus primos iam-nos cumprimentar da plataforma para as janelas e traziam uns chouriços. “Adeus, adeus, até para o ano!”. Mas nos intervalos ainda nos encontrávamos ou lá ou em Lisboa.
Na passagem por Alte a minha mãe lembrava que o meu avô ainda nessa altura fazia uns moínhos de vento e de águas por aquelas terras. Um dia, já éramos nós mais velhos, coitado, caiu do burro e morreu à beira de uma estrada secundária. Chorámos muito o avô que nos ensinou a arte da moagem, e de cortar fatias de toucinho tirado da salgadeira da casa modesta em que vivia. E os ensinamentos que nos dava…
Entretanto, o tempo ia passando. Em Tunes novo transbordo para a automotora que rumava a barlavento para Portimão. A excitação de caminharmos para o final da longa jornada, contrastava com o incómodo dos assentos de madeira…Chegados a Portimão, lá tínhamos uma amiga do meu pai, a Primavera, casada com o escritor Franco de Sousa, que moravam perto de nós em Lisboa. Seguíamos para a pensão Algarve, do senhor Pacheco. Aí chegados, eu e o Luís fazíamos a soneca.
De manhã, ala para apanhar uma carroça (hoje charrete) puxada por um macho que ia tilintando. Passávamos pelas fábricas conserveiras, onde víamos a azáfama das operárias…Saídos da carroça apanhávamos logo uma banca dos gelados de um senhor, cujo irmão vendia durante todo o santo dia o dia as bolas de Berlim na praia. O meu pai tinha sido impedido de ser assistente no Técnico de maneira que estes extras só eram possíveis se tivesse tido muitos alunos dessa escola ou também do ensino liceal, a quem dava explicações. Na praia entre os chapinhares e o nadar em seco, que antecederam o gosto para a natação, víamos o meu pai fazer ginástica à beira-mar, dar uns mergulhos e braçadas, até aterrarmos todos em cima das toalhas. Ele então pegava-me nos nós dos dedos das minhas mãos e ia-os beliscando “Serubico, bico,bico/ Quem lhe deu tamanho bico?/ Foi o filho do Luís que está preso pelo nariz/ Os cavalos a correr, as meninas aaprender/ Qual será a mais bonita que se irá esconder?”.
Um outro extra eram umas sessões de cinema, a céu aberto, num recinto da vila, onde crianças e adultos gritavam pelos heróis e assobiavam aos bandidos. Um deles avisou o bom da fita “cuidado que esse atrás de ti te quer matar!”…Risos contidos. Desfazíamos então as emoções com um pirolito fresco e aproveitávamos o berlinde para jogarmos depois.

artista de rua - mestre ! mestre ! mestre !

VALHA-NOS SANTA CRIOLINA…


Eu sei… eu sei que, de vez em quando é preciso destapar as fossas para trabalhos de limpeza, desentupimentos…
Eu sei que desta vez até houve aviso prévio, portanto, ninguém tem culpa de que eu não me tenha organizado a tempo para estar muito longe do alcance deste pivete… deste bedum indescritível que se entranha em tudo… deste estrume nauseabundo de tão fermentado… desta espécie de esquina à chapa do sol onde já mijaram todos os cães da cidade e não é lavada há anos, deste fedor a fábrica de Vila Velha de Ródão, mas sem paisagem nem pasta de papel, deste inferno para as glândulas olfactivas que é a repelente carcaça já podre que dá pelo nome de Aníbal Cavaco Silva.

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O antigo Presidente da República voltou hoje à política com uma intervenção de fundo na Universidade de Verão do PSD

OLHÓ AVANTE ! - NÃO HÁ DOIS CAMINHOS




Jorge Pires 
Membro da Comissão Política

O PS tem de escolher qual o caminho que quer percorrer
Não há dois caminhos
Numa declaração política na Assembleia da República cujo tema foi o balanço ao ano lectivo de 2016/2017, o Grupo Parlamentar do PCP, considerou que este «começou bem, mas acabou menos bem».



Pode ler-se no texto da declaração que «contrariamente aos anos anteriores, que ficaram marcados pela instabilidade devido aos professores por colocar e aos milhares de alunos sem aulas, o ano lectivo iniciou-se com normalidade, as escolas abriram dentro do período previsto, no fundamental com os professores colocados a tempo e horas através de concurso com lista nacional (tendo para isso contribuído a extinção da bolsa de contratação de escola)». Uma avaliação que tem em conta a implementação de um conjunto de medidas, algumas delas há muito propostas pelo PCP e outras em resultado da luta dos trabalhadores da educação e da comunidade educativa em geral.

Era por isso expectável que o Governo aproveitasse a parte final do ano lectivo para anunciar um conjunto de decisões para 2017/2018 que permitisse novos e mais profundos avanços de forma a ir resolvendo problemas de fundo que há muito se mantêm, mas não o fez. Preferiu alimentar alguma instabilidade, quer por via da omissão de medidas absolutamente indispensáveis, quer mantendo algumas situações inaceitáveis. As questões relacionadas com a vinculação extraordinária de docentes, não vinculando sequer o número de professores que reúnem os requisitos exigidos pelos critérios definidos pelo Governo e a recusa em assumir um calendário para a resolução faseada do problema, bem como o projecto de DL posto em discussão pública sobre Inclusão que, a não ser profundamente alterado, levará à segregação de milhares de crianças e jovens contrariando princípios básicos de uma escola inclusiva. Estes são apenas dois exemplos de uma postura própria de quem não aprendeu com o passado, mantendo-se fiel aos compromissos com a política de direita. 

Questões em aberto

A quinze dias da abertura do ano lectivo 2017/2018, a grande interrogação que está colocada é saber-se se o Governo do PS está ou não disposto a mudar de política educativa, começando por aproveitar o Orçamento do Estado para 2018 para reforçar o financiamento da educação.

Se está disponível para iniciar um processo que conduza ao fim dos mega-agrupamentos, espaços ingeríveis e profundamente desumanizados.

Se vai abrir um novo processo de vinculação de docentes, na perspectivo de durante a legislatura vincular os cerca de 20 000 professores com vínculos precários.

Se vai contratar os milhares de assistentes operacionais em falta nas escolas.

Se está disponível para discutir e encontrar, mesmo que de forma faseada, soluções para a redução do número de alunos por turma, deixando de discutir este problema numa lógica economicista.

Se pretende continuar a tratar as questões curriculares de forma avulsa, ou está disponível para avançar com uma verdadeira reforma.

Quer ou não aprofundar o processo que conduza à gratuitidade dos manuais escolares para todo o ensino obrigatório até ao final da legislatura.

Está ou não disponível para fazer regressar às escolas a gestão democrática, uma das mais importantes conquistas de Abril na Educação e indispensável para a afirmação de uma verdadeira autonomia das escolas.

Estas são apenas algumas das muitas questões que estão em aberto de cuja resposta positiva depende não apenas o êxito do próximo ano lectivo, mas sobretudo a correcção de um caminho errado que emana da política de direita que tem vindo a desvalorizar a escola pública portuguesa, com medidas que se caracterizam pela subalternização de critérios pedagógicos em prol de critérios economicistas e elitistas, ao mesmo tempo que procuram instrumentalizar cada vez mais a escola como um centro de formação ao serviço dos interesses do chamado mercado de trabalho.

O PS tem de escolher qual o caminho que quer percorrer.

Da parte do PCP existe toda a disponibilidade para garantir novos e mais profundos avanços, mas também uma recusa muito clara em apoiar o marasmo ou o aprofundamento da política de direita.

RAMELAS PEQUENO BURGUESAS


Os apoiantes do Bloco Eleitoralista ou sabem-na toda e gostam mesmo do teatro ou então são uns atrasadinhos no que diz respeito à conduta política do seu partido.

Agora à semelhança dos amarelos da UGT ANDAM POR AÍ A TENTAR ESPALHAR O TERROR E QUASE DESEJANDO QUE OS TRABALHADORES DA AUTOEUROPA "SEJAM DESPEDIDOS" QUE SE LHES ACABE O TRABALHO.

Tudo isto vindo da parte de quem acusa os outros de serem sectários e toda uma panóplia de rotulismos que nem toucinho a Maomé.

Quem desrespeita a decisão de mais de 70% dos trabalhadores terá razão para tanto ladrar ? Que raio de treinadores de bancada são estas pessoas que não vislumbram o óbvio ? que direito que autoridade têm estas almas "iluminadas" de condenar uma greve decidida pela maioria dos trabalhadores ?

Muitos dos que falam não serão uns encapotados do PS OU OUTRA COISA AINDA PIOR ?

Sim tenho toda a legitimidade para desconfiar pois os exemplos do Bloco Eleitoralista há muito que deixaram de ser de esquerda e favoráveis à classe trabalhadora ou do caminho socialista com verdade.

EXEMPLOS NÃO FALTAM !

TALVEZ SEJA MELHOR COMEÇAREM A LER OS PRIMÓRDIOS GREGOS SOBRE LIBERDADE E JUSTIÇA.

NÃO OS DE TSIPRAS CLARO !


António Garrochinho

CUIDADO ! A POIA VOLTOU !

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TAMBÉM O COUTO REFORMADO, ESPANTADO, SE VEM AGORA DEBRUÇAR SOBRE A GREVE NA AUTO EUROPA - JULGA O FINÓRIO QUE O POVO SE ESQUECEU DOS TAIS DINHEIROS VINDOS DE BRUXELAS PARA A FORMAÇÃO


O DIRECTOR DO "PÚBLICO", DAVID DINIS, FAZ CENSURA A SÉRIO...


No dia 26 de Agosto enviei ao PÚBLICO a seguinte carta:
"À Direcção do jornal PÚBLICO,
"Solicito, ao abrigo do direito de resposta, a publicação do breve comentário que se segue:
«No comovente texto em que exalta o heroísmo de Graça Fonseca, a jornalista do PÚBLICO Sónia Sapage refere-se à minha pessoa como "ex-assessor de Mário Soares". Não é que isso tenha especial importância, mas a verdade é que nunca fui "assessor de Mário Soares". Fui, isso sim, chefe do Gabinete do primeiro-ministro durante o I e o II Governos constitucionais, que ele chefiou (1976-1978); fui secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros do IX Governo constitucional, que ele também chefiou (1983-1985); e fui chefe da Casa Civil do Presidente da República Mário Soares, durante os seus dois mandatos (1986-1996).
«Quanto às duas frases que Sónia Sapage me atribui, completamente isoladas do contexto em que as escrevi, truncando e manipulando os meus textos, já nada me espanta que isso aconteça neste PÙBLICO "remodelado" há já alguns meses, e do qual a minha colaboração gratuita foi "elegantemente" expelida pelo "distinto" jornalista Nuno Ribeiro, perante o silêncio total do director do jornal, o "eminente" jornalista David Dinis, oriundo do jornal online de direita "Observador", do qual foi fundador e director, acolitado por outro "venerável" jornalista ex-UDP, José Manuel Fernandes, ex-director do PÚBLICO e hoje profundamente reaccionário.
"Cumprimentos,
"ALFREDO BARROSO"».
No dia 28 de Agosto, recebi a seguinte carta do director do PÙBLICO:
«Exmo dr. Alfredo Barroso,
«Serve a presente para comunicar a recusa de publicação do texto enviado ao abrigo do direito de resposta uma vez que no artigo em causa não há quaisquer referências que possam afectar a sua reputação e boa fama.
«Esclareço, ainda, que a utilização da palavra assessor não tem o significado de uma qualquer qualificação técnica mas tão somente o do uso generalizado dessa palavra.
«Ficamos ao dispor, como sempre, para tudo o mais, David Dinis».
Também no dia 28 de Agosto, enviei a seguinte carta a David Dinis:
«Sr. David Dinis,
«Com a arrogância do "sabe tudo" que lhe é característica, e também com uma boa dose de ódio político à minha pessoa, o senhor acaba de praticar um acto de censura que é uma vergonha, mas já não me espanta nada que venha deste novo PÚBLICO conquistado pela velha direita.
«A sua explicação esfarrapada sobre "a utilização da palavra assessor" leva-me a crer que, a exemplo do que dizia o então primeiro-ministro Cavaco Silva, qualquer membro do Governo (seja ministro ou secretário de Estado) pode ser considerado por si, director do novo PÚBLICO, como mero "ajudante do primeiro-ministro". Por exemplo: "o ex-ajudante de Cavaco Silva, Luís Marques Mendes".
Também não quero deixar passar em claro a enorme hipocrisia da sua última frase: "ao dispor, como sempre, para tudo o mais". Mas o senhor não tem um mínimo de vergonha na cara?! Parece que não.
«Alfredo Barroso».