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sábado, 18 de novembro de 2017

LUTEM PELO COMUNISMO - ENTREVISTA A GROVER FURR





A Verdade entrevistou, por e-mail, Grover Furr, professor da Universidade Montclair, no Estado de Nova Jersey, EUA, e autor do livro Antistalinskaia Podlost ("A infâmia antistalinista"), lançado recentemente em Moscou, na Rússia. Grover Furr é ph.D. em literatura comparada (medieval) pela Universidade de Princeton, e, desde 1970, ensina na Universidade de Montclair, sendo responsável pelos cursos de Guerra do Vietnã e Literatura de Protesto Social, entre outros. Suas principais áreas de pesquisa são o marxismo, a história da URSS e do movimento comunista internacional e os movimentos políticos e sociais. Nesta entrevista, o professor Grover fala de sua pesquisa e afirma que “60 de 61 acusações que o primeiro-ministro Nikita Kruschev fez contra Stálin são comprovadamente falsas”.

A Verdade – Recentemente, um grande número de livros tem sido publicado atacando a pessoa e a obra de Josef Stálin. Como o senhor explica a intensificação desse antistalinismo nos EUA e no mundo?

Grover Furr – Desde o fim da década de 1920, Stálin tem sido o maior alvo do anticomunismo ideológico e acadêmico. Leon Trótsky atacava Stálin para justificar sua própria incapacidade de ganhar as massas trabalhadoras da União Soviética [URSS]. A verdadeira causa da derrota de Trótsky é que sua interpretação do marxismo – um tipo de determinismo econômico extremado – predizia que a revolução estava fadada ao fracasso a não ser que fosse seguida por outras revoluções nos países industrialmente avançados. Mas a liderança do Partido preferiu o plano de Stálin para primeiro construir o socialismo em um só país. As ideias de Trótsky tiveram (e ainda têm) uma grande influência sobre todos aqueles declaradamente capitalistas e anticomunistas. Os historiadores trotskistas são muito bem acolhidos pelos historiadores capitalistas. Pierre Broué e Vadim Rogovin, os mais proeminentes historiadores trotskistas das últimas décadas, já foram louvados e ainda são frequentemente citados por historiadores abertamente reacionários. Muitos na liderança do Partido em 1930 combateram Stálin quando este lutava por democracia interna no Partido e, especialmente, por eleições democráticas para os sovietes. As grandes conspirações da década de 1930 revelaram a existência de uma ampla corrente de oposição às políticas associadas a Stálin. Essas conspirações de fato existiam: os oposicionistas realmente estavam tentando derrubar o partido soviético e assassinar a liderança do governo, ou tomar o poder liderando uma revolta na retaguarda, em colaboração com os alemães e os japoneses. Nikolai Ezhov, líder da NKVD (o Comissariado do Povo para Assuntos Internos), tinha sua própria conspiração direitista, incluindo colaboração com o Eixo. Visando aos seus próprios fins; ele executou centenas de milhares de cidadãos soviéticos completamente inocentes para minar a confiança e a lealdade ao governo soviético. Quando Stálin morreu, Kruschev e muitos líderes do Partido viram que poderiam jogar a culpa por essas grandes repressões em cima de Stálin. Eles também inventaram muitas outras mentiras escancaradas sobre Stálin, Lavrentii Béria e pessoas próximas aos dois. Quando, bem mais tarde (1985), [Mikhail] Gorbachev assumiu o poder, ele também percebeu que as suas “reformas” capitalistas – o distanciamento do socialismo em direção a relações capitalistas de mercado– poderiam ser justificadas se sua campanha anticomunista fosse descrita como uma tentativa de “corrigir os crimes de Stálin”. Essas mentiras e histórias de horror permanecem como a principal forma de propaganda anticomunista, hoje, no mundo. A tendência é que elas se intensifiquem, pois os capitalistas estão diminuindo os salários e retirando benefícios sociais dos trabalhadores, caminhando em direção a um exacerbado nacionalismo, ao racismo e à guerra.

A Verdade – O que o levou a se interessar pela história da URSS?

Grover Furr – Quando estava na faculdade, de 1965 a 1969, eu fazia protestos contra a guerra dos EUA no Vietnã. Um dia, alguém me disse que os comunistas vietnamitas não poderiam ser “caras legais” porque eram todos “stalinistas”, e “Stálin tinha matado milhões de pessoas inocentes”. Isso ficou na minha cabeça. Foi provavelmente por isso que, no início da década de 1970, li a primeira edição do livro O grande terror, de Robert Conquest. Fiquei impressionado quando o li! Mas eu já tinha um certo domínio do russo e podia ler neste idioma, pois já vinha estudando literatura russa desde o ensino médio. Então examinei o livro de Robert Conquest com muito cuidado. Aparentemente ninguém ainda havia feito isso! Descobri, então. que Conquest fora desonesto no uso de suas fontes. Suas notas de rodapé não davam suporte a nenhuma de suas conclusões “anti-Stálin”. Ele basicamente fez uso de qualquer fonte que fosse hostil a Stálin, independentemente de se era confiável ou não. Decidi, então, escrever alguma coisa sobre o “grande terror”. Demorou um longo tempo, mas finalmente foi publicado em 1988. Durante este tempo estudei as pesquisas que estavam sendo feitas por novos historiadores da URSS, entre os quais Arch Getty, Robert Thurston e vários outros.

A Verdade – Seu livro Antistalinskaia Podlost (“A infâmia anti-stalinista”) foi recentemente publicado em Moscou. Conte um pouco sobre ele.

Grover Furr – Há aproximadamente uma década fiquei sabendo da grande quantidade de documentos que estavam sendo revelados dos antigos arquivos secretos soviéticos, e comecei a estudá-los. Li em algum lugar que uma ou duas das declarações de Kruschev em sua famosa “fala secreta”, de 1956, foram identificadas como falsas do início ao fim. Daí, pensei que poderia fazer algumas pesquisas e escrever um artigo apontando alguns outros erros de seu pronunciamento da “sessão secreta”. Nunca esperei descobrir que tudo o que Kruschev disse – 60 de 61 acusações que ele fez contra Stálin e Béria – eram comprovadamente falsas (não pude encontrar nada que comprovasse a 61ª)! Percebi que este fato mudava tudo, uma vez que praticamente toda a “história” anticomunista desde 1956 se baseia ou em Kruschev ou em escritores de sua época. Verifiquei que a história soviética do período de Stálin que todos aprendemos era completamente falsa. Não apenas “um erro aqui e outro ali”, mas fundamentalmente uma fraude gigantesca, a maior fraude histórica do século! E meus agradecimentos ao colega de Moscou Vladimir L. Bobrov, que foi o primeiro a me mostrar esses documentos, me deu inestimáveis conselhos, várias vezes, e fez um excelente trabalho de tradução de todo o livro. Sem o dedicado trabalho de Vladimir, nada disso teria acontecido.

A Verdade – Em suas pesquisas o senhor teve acesso direto a arquivos soviéticos abertos recentemente. O que esses documentos revelam sobre os "milhões de mortos" sob o socialismo, especificamente no período de Stálin?

Grover Furr – Considerando que pessoas morrem a todo instante, eu suponho que você esteja falando de mortes “excedentes”. A Rússia e a Ucrânia sempre experimentaram fomes a cada três, quatro anos. A fome de 1932-33 ocorreu durante a coletivização. Sem dúvida, que um número maior de pessoas morreu do que teria morrido naturalmente. No entanto, muito mais pessoas iriam morrer em sucessivas fomes – a cada três, quatro anos, indefinidamente, no futuro – se não fosse feita a coletivização. A coletivização significou que a fome de 1932-33 foi a última, com exceção da grave fome de 1946-1947, que foi muito pior, mas isso devido à guerra. E, como mencionei anteriormente, Nikolai Ezhov deliberadamente matou milhares de pessoas inocentes. É interessante considerar o que poderia ter sucedido se a URSS não houvesse coletivizado a agricultura e não tivesse acelerado seu programa de industrialização, e se as conspirações da oposição nos anos 1930 não tivessem sido esmagadas. Se a URSS não tivesse feito a coletivização, os nazistas e os japoneses a teriam conquistado. Se o governo de Stálin não houvesse contido as conspirações direitistas, trotskistas, nacionalistas e militares, os japoneses e os alemães teriam conquistado o país. Em qualquer um desses casos, as vítimas entre os cidadãos soviéticos teriam sido muito, muito mais numerosas do que os 28 milhões mortos na guerra. Os nazistas teriam matado muito mais eslavos ou judeus do que mataram. Com os recursos, e talvez até mesmo com os exércitos da URSS do seu lado, os nazistas teriam sido muito, muito mais fortes contra a Inglaterra, a França e os EUA. Com os recursos soviéticos e o petróleo de Sakhalin, os japoneses teriam matado muito, muito mais americanos do que fizeram. O fato é que a URSS sob Stálin salvou o mundo do fascismo não apenas uma vez, durante a guerra, mas três vezes: pela coletivização; pelo desbaratamento das oposições direitista-trotskista-militares e também na guerra. Quantos milhões isso dá?

A Verdade – Alguns autores vêm tentando encontrar semelhanças entre Stálin e Hitler, e alguns até chegam a afirmar que o suposto "stalinismo" foi “pior” que o nazismo. Existia realmente alguma ligação entre Stálin e Hitler?

Grover Furr – Os anticomunistas e os pró-capitalistas não discutem a luta de classes e a exploração. De fato, eles ou fingem que essas coisas não existem ou que não são importantes. Mas a luta de classes causada pela exploração é o motor da história. Então omitir isso significa falsificar a história. Hitler era um capitalista, um anticomunista autoritário de um tipo que é comum em vários países capitalistas. Stálin liderou o Partido Bolchevique e a URSS quando os comunistas em todo o mundo estavam lutando contra todo tipo de exploração capitalista. Sempre que dizemos “pior”, devemos sempre nos perguntar: “Pior para quem?” A URSS e o movimento comunista durante o período de Stálin foram definitivamente “piores que o nazismo”, para os capitalistas. Essa é a razão de os capitalistas odiarem tanto Stálin e o comunismo. O movimento comunista durante o período de Lênin e Stálin, e ainda por um bom tempo depois, foi a maior força de libertação humana da história. E novamente devemos nos perguntar: “Libertação de quem? Libertação do quê?” A resposta é: libertação da classe trabalhadora de todo o mundo, da exploração capitalista, da miséria e das guerras.

A Verdade – Um dos ataques mais frequentes a Stálin é que ele seria responsável pela fome na Ucrânia, em 1932-1933, também chamada de Holodomor. Esta versão da história corresponde ao que realmente ocorreu?

Grover Furr – O “Holodomor” é um mito. Nunca aconteceu. Esse mito foi inventado por ucranianos nacionalistas pró-fascistas, junto com os nazistas. Douglas Tottle comprovou isso em seu livro Fraud, Famine and Fascism (1988). Arch Getty, um dos melhores historiadores burgueses (isso é, não marxistas, não comunistas), também tem um bom artigo sobre isso. Até o próprio Robert Conquest deixou de defender sua antiga versão de que os soviéticos deliberadamente causaram a fome na Ucrânia. Nenhuma sombra de prova que poderia confirmar essa visão jamais veio à luz. O mito do “Holodomor” persiste porque ele é o “mito fundacional” do nacionalismo direitista ucraniano. Os nacionalistas ucranianos que invadiram a URSS juntamente com os nazistas mataram milhões de pessoas, incluindo muitos ucranianos. Sua única “desculpa” é propagandear a mentira de que eles “lutaram pela liberdade” contra os comunistas soviéticos, que eram “piores”.

A Verdade – Deixe uma mensagem para os trabalhadores .

Grover Furr – Lutem pelo comunismo! Todo o poder à classe trabalhadora de todo o mundo!




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A ENTREVISTA PERDIDA DE JOHN LENNON DE 1971

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Todos que já leram o Manifesto do Partido Comunista, de Marx e Engels, e já ouviram a música Imagine, de John Lennon, já perceberam que há algumas coisas em comum.

Sendo diretamente inspirada no livro ou não, a música apresenta algumas das teses centrais do comunismo: um mundo em que as pessoas vivam em irmandade, sem nações, sem possessões, sem ganância, sem fome. O mundo todo como um só.

Encontrei em diversos sites na internet uma declaração de John Lennon em que ele diz que sua música é "virtualmente o Manifesto Comunista". Apesar de ainda não ter confirmado a veracidade de tal afirmação, os pontos de contato entre as duas obras são inequívocos.

Reproduzimos abaixo trechos da última entrevista de John Lennon, concedida em 21 de janeiro de 1971 ao jornal de esquerda The Red Mole (que ele carrega na foto ao lado).

Os recortes que escolhemos para tradução mostram John Lennon falando sobre cultura, violência e tomada do poder pelos trabalhadores.

Representaram o jornal Robin Blackburn (RB) e Tariq Ali (TA). Também foi entrevistada, junto com Lennon (JL), sua inseparável Yoko Ono (YO).




Power to the People: A entrevista perdida de John Lennon de 1971

[...]

RB: Bem, em todo caso, política e cultura estão ligados, não? Digo, os trabalhadores são reprimidos pela cultura, e não pelas armas neste momento...

JL: ...eles estão dopados...

RB: E a cultura que os dopa é aquela que os artistas podem criar ou romper com ela...

JL: É isto que estou tentando fazer com meus álbuns e nessas entrevistas. O que estou tentando fazer é influenciar todas as pessoas que posso. Todos aqueles que ainda podem sonhar e que colocam um grande ponto de interrogação em suas mentes...

[...]

Todas as revoluções acontecem quando um Fidel ou Marx ou Lenin ou quem seja, que são intelectuais, são capazes de ir aos trabalhadores. Eles conseguiram organizar uma boa quantidade de pessoas e os trabalhadores pareciam entender que estavam em um Estado opressor. Eles ainda não tinham acordado, eles ainda acreditavam que carros e televisores eram a solução. O que se deve fazer é pegar esses estudantes de esquerda e levá-los aos trabalhadores, vocês tem que pegar esses estudantes e envolvê-los com o The Red Mole.

[...]

TA: Nenhuma classe dominante em toda a história jamais entregou o poder volutariamente, e eu não vejo nenhuma mudança...

[...]

A violência popular contra seus opressores é sempre justificada. Não pode ser evitada.

YO: Mas de certa forma, a música mostrou que as coisas poderiam ser transformadas por novos canais de comunicação.

JL: Sim, mas como eu disse, nada mudou.

YO: Bem, alguma coisa mudou, e para melhor. Só estou dizendo que talvez possamos fazer uma revolução sem violência.

JL: Mas você não pode tomar o poder sem luta...

TA: Isso é o crucial.

JL: Porque quando chega na hora do "vamos ver", eles não deixarão o povo ter nenhum poder; eles darão todos os direitos para atuar e dançar por eles, mas nenhum poder real...

[...]

TA: Como você pensa que podemos destruir o capitalismo aqui, na Inglaterra, John?

JL: Acho que apenas fazendo os trabalhadores conscientes da infeliz situação em que se encontram, desconstruindo a ilusão que está à sua volta. Eles pensam que estão num país maravilhoso, com liberdade de expressão. Eles tem carros e televisores e não querem pensar que existe algo mais na vida. Estão prontos para deixarem os chefes governá-los, ver suas crianças drogadas na escola. Estão sonhando os sonhos dos outros, não é nem seu próprio sonho. Eles deveriam perceber que os negros e os irlandeses estão sendo atormentados e reprimidos e que eles serão os próximos.

Assim que tiverem consciência disso podemos começar a fazer algo. Os trabalhadores podem tomar o controle. Como Marx disse: "A cada um de acordo com sua necessidade". Acho que isso funcionaria bem aqui. Mas precisamos nos infiltrar no exército também, porque estão todos bem treinados para nos matar.

Temos que começar tudo isso a partir de onde somos oprimidos. Acho que é falso, vazio, fazer caridade aos outros enquanto sua própria necessidade também é enorme. A idéia não é dar conforto às pessoas, não fazê-las se sentir bem, mas fazê-las se sentir piores, constantemente colocando diante delas as degradações e humilhações pelas quais passam para conseguir aquilo que chamam salário mínimo.


VÍDEO


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Sonho americano? Conheça 10 factos chocantes sobre os EUA

Sonho americano? Conheça 10 factos chocantes sobre os EUA


Maior população prisional do mundo, pobreza infantil acima dos 22%, nenhum subsídio de maternidade, graves carências no acesso à saúde… bem-vindos ao “paraíso americano”                  


Os EUA costumam se revelar ao mundo como os grandes defensores das liberdades, como a nação com a melhor qualidade de vida do planeta e que nada é melhor do que o “american way of life” (o modo de vida americano). A realidade, no entanto, é outra. Os EUA também têm telhado de vidro como muitos  dos países, a diferença é que as informações são constantemente camufladas. Confira abaixo 10 fatos pouco abordados pela mídia ocidental.

Sonho americano? Conheça 10 fatos chocantes sobre os EUA

Sonho americano? Conheça 10 fatos chocantes sobre os EUA

1. Maior população prisional do mundo


Elevando-se desde os anos 80, a surreal taxa de encarceramento dos EUA é um negócio e um instrumento de controle social: à medida que o negócio das prisões privadas alastra-se como uma gangrena, uma nova categoria de milionários consolida seu poder político. Os donos destas carcerárias são também, na prática, donos de escravos, que trabalham nas fábricas do interior das prisões por salários inferiores a 50 cents por hora. Este trabalho escravo é tão competitivo, que muitos municípios hoje sobrevivem financeiramente graças às suas próprias prisões, aprovando simultaneamente leis que vulgarizam sentenças de até 15 anos de prisão por crimes menores como roubar chicletes. O alvo destas leis draconianas são os mais pobres, mas, sobretudo, os negros, que representando apenas 13% da população norte-americana, compõem 40% da população prisional do país.


2. 22% das crianças americanas vive abaixo do limiar da pobreza.

Calcula-se que cerca de 16 milhões de crianças norte-americanas vivam sem “segurança alimentar”, ou seja, em famílias sem capacidade econômica para satisfazer os requisitos nutricionais mínimos de uma dieta saudável. As estatísticas provam que estas crianças têm piores resultados escolares, aceitam piores empregos, não vão à universidade e têm uma maior probabilidade de, quando adultos, serem presos.


3. Entre 1890 e 2012, os EUA invadiram ou bombardearam 149 países.




O número de países nos quais os EUA intervieram militarmente é maior do que aqueles em que ainda não o fizeram. Números conservadores apontam para mais de oito milhões de mortes causadas pelo país só no século XX. Por trás desta lista, escondem-se centenas de outras operações secretas, golpes de Estado e patrocínio de ditadores e grupos terroristas. Segundo Obama, recipiente do Nobel da Paz, os EUA conduzem neste momente mais de 70 operações militares secretas em vários países do mundo.


O mesmo presidente criou o maior orçamento militar norte-americano desde a Segunda Guerra Mundial, superando de longe George W. Bush.



4. Os EUA são o único país da OCDE que não oferece qualquer tipo de subsídio de maternidade.


Embora estes números variem de acordo com o Estado e dependam dos contratos redigidos por cada empresa, é prática corrente que as mulheres norte-americanas não tenham direito a nenhum dia pago antes ou depois de dar à luz. Em muitos casos, não existe sequer a possibilidade de tirar baixa sem vencimento. Quase todos os países do mundo oferecem entre 12 e 50 semanas pagas em licença maternidade. Neste aspecto, os Estados Unidos fazem companhia à Papua Nova Guiné e à Suazilândia.


5. 125 norte-americanos morrem todos os dias por não poderem pagar qualquer tipo de plano de saúde.


Se não tiver seguro de saúde (como 50 milhões de norte-americanos não têm), então há boas razões para temes ainda mais a ambulância e os cuidados de saúde que o governo presta. Viagens de ambulância custam em média o equivalente a 1300 reais e a estadia num hospital público mais de 500 reais por noite. Para a maioria das operações cirúrgicas (que chegam à casa das dezenas de milhar), é bom que possa pagar um seguro de saúde privado. Caso contrário, a América é a terra das oportunidades e, como o nome indica, terá a oportunidade de se endividar e também a oportunidade de ficar em casa, torcendo para não morrer.



6. Os EUA foram fundados sobre o genocídio de 10 milhões de nativos. Só entre 1940 e 1980, 40% de todas as mulheres em reservas índias foram esterilizadas contra sua vontade pelo governo norte-americano.



Esqueçam a história do Dia de Ação de Graças com índios e colonos partilhando placidamente o mesmo peru em torno da mesma mesa. A História dos Estados Unidos começa no programa de erradicação dos índios. Tendo em conta as restrições atuais à imigração ilegal, ninguém diria que os fundadores deste país foram eles mesmos imigrantes ilegais, que vieram sem o consentimento dos que já viviam na América. Durante dois séculos, os índios foram perseguidos e assassinados, despojados de tudo e empurrados para minúsculas reservas de terras inférteis, em lixeiras nucleares e sobre solos contaminados. Em pleno século XX, os EUA iniciaram um plano de esterilização forçada de mulheres índias, pedindo-lhes para colocar uma cruz num formulário escrito em idioma que não compreendiam, ameaçando-as com o corte de subsídios caso não consentissem ou, simplesmente, recusando-lhes acesso a maternidades e hospitais. Mas que ninguém se espante, os EUA foram o primeiro país do mundo oficializar esterilizações forçadas como parte de um programa de eugenia, inicialmente contra pessoas portadoras de deficiência e, mais tarde, contra negros e índios.



7. Todos os imigrantes são obrigados a jurarem não ser comunistas para poder viver nos EUA.


Além de ter que jurar não ser um agente secreto nem um criminoso de guerra nazi, vão lhe perguntar se é, ou alguma vez foi membro do Partido Comunista, se tem simpatias anarquista ou se defende intelectualmente alguma organização considerada terrorista. Se responder que sim a qualquer destas perguntas, será automaticamente negado o direito de viver e trabalhar nos EUA por “prova de fraco carácter moral”.


8. O preço médio de uma licenciatura numa universidade pública é 80 mil dólares.


O ensino superior é uma autêntica mina de ouro para os banqueiros. Virtualmente, todos os estudantes têm dívidas astronômicas, que, acrescidas de juros, levarão, em média, 15 anos para pagar. Durante esse período, os alunos tornam-se servos dos bancos e das suas dívidas, sendo muitas vezes forçados a contrair novos empréstimos para pagar os antigos e assim sobreviver. O sistema de servidão completa-se com a liberdade dos bancos de vender e comprar as dívidas dos alunos a seu bel prazer, sem o consentimento ou sequer o conhecimento do devedor. Num dia, deve-se dinheiro a um banco com uma taxa de juros e, no dia seguinte, pode-se dever dinheiro a um banco diferente com nova e mais elevada taxa de juro. Entre 1999 e 2012, a dívida total dos estudantes norte-americanos cresceu à marca dos 1,5 trilhões de dólares, elevando-se assustadores 500%


.

9. Os EUA são o país do mundo com mais armas: para cada dez norte-americanos, há nove armas de fogo.


Não é de se espantar que os EUA levem o primeiro lugar na lista dos países com a maior coleção de armas. O que surpreende é a comparação com outras partes do mundo: no restante do planeta, há uma arma para cada dez pessoas. Nos Estados Unidos, nove para cada dez. Nos EUA podemos encontrar 5% de todas as pessoas do mundo e 30% de todas as armas, algo em torno de 275 milhões. Esta estatística tende a se elevar, já que os norte-americanos compram mais de metade de todas as armas fabricadas no mundo.



10. Há mais norte-americanos que acreditam no Diabo do que os que acreditam em Darwin.


A maioria dos norte-americanos são céticos. Pelo menos no que toca à teoria da evolução, já que apenas 40% dos norte-americanos acreditam nela. Já a existência de Satanás e do inferno soa perfeitamente plausível a mais de 60% dos norte-americanos. Esta radicalidade religiosa explica as “conversas diárias” do ex-presidente Bush com Deus e mesmo os comentários do ex-pré-candidato republicano Rick Santorum, que acusou acadêmicos norte-americanos de serem controlados por Satã.


fonte: revistaforum.com.br

A PRIMEIRA MULHER COMUNISTA E SINDICALISTA NO CHILE FUNDADORA DO PARTIDO OBRERO SOCIALISTA MAIS TARDE O PARTIDO COMUNISTA DO CHILE


Entre tantas comunistas bravas e aguerridas inspiraram a batalha diária revolucionária, anti-imperialista e feminista classista, vale a pena lembrar a Latino americana a história de luta de Teresa Flores.


Teresa Flores nasceu em 1891, num contexto social onde as mulheres sequer podiam ler e escrever. 

Primeira mulher dirigente sindical no Chile, passou a se interessar pelo debate de emancipação das mulheres trabalhadoras e impulsionou uma importante mobilização feminina no país, a Greve das Cozinhas (Huelga de las cocinas apagadas), liderada por inúmeras donas de casa que se negavam a cumprir o dever de cozinhar que recaía sobre suas costas, obrigando assim seus maridos a participarem das paralisações e de comparecer aos sindicatos para escutar o que as mulheres tinham a dizer. Essas manifestações culminaram em uma unidade entre as mulheres que lutavam pelos direitos das trabalhadoras e trabalhadores, que fundam a Federação Obreira Feminina, cuja dirigente eleita foi Teresa Flores.

Em janeiro de 1912, Teresa é a única mulher a participar da fundação do Partido Obrero Socialista, que mais tarde veio a ser o Partido Comunista do Chile – de Pablo Neruda e Ramona Parra – o PCCh.

Desde as vitórias no Leste Europeu, passando pela história de luta da América Latina,as mulheres comunistas desempenharam um papel importante na história


“amiga nuestra, corazón valiente,
niña ejemplar, guerrillera dorada:
juramos en tu nombre continuar esta lucha
para que así florezca tu sangre derramada.”

(Neruda)

Por Mariana Pahim Hyppolito

Faro no Teatro das Figuras - Gala homenageia acordeonista Hermenegildo Guerreiro


Hermenegildo Guerreiro, acordeonista e compositor algarvio que se tem destacado no ensino do acordeão, vai ser homenageado numa gala marcada para sábado, 18, às 21:30 horas, no Teatro das Figuras, em Faro.
O espetáculo conta com a participação de Acordealma (João Pereira, Sérgio Conceição e Silvino Campos), Anabela Silva/José Gabriel Chaveca (duo), Emanuel Marçal, Fábio Guerreiro, Fernando Inês, Hélder Barracosa, Ilda Maria, João Filipe Guerreiro, João Frade, José Correia, Lígia Cipriano, Lúcia Barracosa, Luís Gama, Nelson Conceição, René Sopa (França), Rui Briceño e Grupo Folclórico de Faro.
Hermenegildo Guerreiro, 60 anos, natural de Salir (Loulé), mudou-se cedo para Bordeira, no concelho de Faro, onde aprendeu a tocar acordeão. Mais tarde, dedicou-se ao ensino do instrumento.
Os seus alunos já foram duas vezes campeão do Mundo e três vezes vice-campeões do Mundo, entre outras dezenas de títulos internacionais e nacionais.
Compôs também várias dezenas de obras, de sua autoria e co-autoria, das quais, algumas premiadas.
É júri na Confédération Mondiale de l’Accordéon e na Confédération Internationale des Accordéonistes, sendo, nesta última, delegado em representação de Portugal. É sócio de mérito da Mito Algarvio – Associação de Acordeonistas do Algarve, um dos parceiros na organização desta iniciativa, com o Grupo Folclórico de Faro e a junta de freguesia de Santa Barbara de Nexe.
O espetáculo tem a duração prevista de duas horas. Os bilhetes custam 5 euros.

regiao-sul.pt

Zoológicos humanos que ainda hoje existem foram um dos eventos mais vergonhosos da Europa e só terminaram nos anos 1950


Isolados em bolhas sociais, econômicas e virtuais, muitos de nós gostam de acreditar que os piores horrores cometidos pela humanidade, em nome de preconceitos e ignorâncias (muitas vezes alinhadas à cobiça e a ganância), aconteceram em um passado remoto e distante. A verdade, porém, é que não só nossas piores páginas aconteceram ontem, em uma perspectiva histórica, como muitas delas, ou ao menos os ecos e efeitos desses horrores, seguem acontecendo. Da mesma forma que o holocausto judeu tem a idade de muitos avós vivos e saudáveis por aí, os terríveis e inacreditáveis zoológicos humanos só deixaram de existir no final dos anos 1950.

Tais “exibições” eram exatamente o que o nome sugere: a exposição de pessoas, em sua absoluta maioria africanos, mas também indígenas, asiáticos e aborígenes, aprisionados em jaulas, expostos literalmente feito animais, obrigados a reproduzir marcas de suas culturas – como danças e rituais –, a desfilar nus e carregar animais para o deleite da população de países europeus e dos EUA. O racismo era orgulhosamente aplaudido e celebrado por milhões de visitantes.



Zoológicos que ainda existem hoje, como o localizado no bairro do Bronx, em Nova Iorque, no início do século passado também expuseram seres humanos em suas jaulas. Uma pigmeia do Congo ficou “exposta” nesse zoológico em 1906, obrigada a carregar chimpanzés e atirada em jaulas com outros animais. Houve resistência por parte de alguns setores da sociedade (o jornal New York Times, porém, comentou na época como “poucas pessoas expressaram objeção em ver um ser humana em uma jaula com macacos”), mas a maioria não se importou.



O último zoológico humano que se tem notícia aconteceu na Bélgica, em 1958. Por mais chocante que hoje tal prática possa parecer, a verdade é que, na mídia, na publicidade, nas redes sociais e na sociedade como um todo, tal objetificação e hierarquização racial seguem postas em práticas análogas – e o efeito desse nível de racismo e violência pode ser reconhecido em qualquer cidade ou país, e serve como medida para o tamanho da luta que ainda precisa ser feita a fim de combater qualquer racismo.




Pôster de uma dessas “exibições” em zoológicos humanos na Alemanha, em 1928

© fotos: divulgação/fonte:via

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