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sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Mais críticos, mais chatos e com mais lata




Chegaram ao fim os Jogos Olímpicos do Rio e começaram as críticas dos desportistas de sofá à prestação dos nossos atletas. Um clássico.
Num país onde há tanta gente nos supermercados em fato de treino, custa a aceitar resultados tão fracos. Veja-se Cuba, tem um ditador reformado que anda de fato de treino o dia inteiro, mas teve 11 medalhas. Segundo fontes, que eu inventei (não pode ser só o Marques Mendes), ficámos em quarto lugar dos países onde a prestação dos seus atletas olímpicos é mais criticada. Ou seja, nem a dizer mal chegámos à medalha. Esperava mais destes críticos.
É natural que certas pessoas sintam que ficámos aquém das expectativas.
Não nos podemos esquecer de que somos um país habituado a ter gente a ganhar medalhas, como por exemplo, o Ricciardi, o Mexia e o Zeinal Bava (melhor banqueiro da Europa, melhor gestor da Europa, do mundo, etc). Depois de termos gasto 20 mil milhões de euros com banqueiros de topo, 17 milhões, em quatro anos, para atletas olímpicos, são luxos a que não nos podemos dar.
Desta vez, até o ladino João Miguel Tavares teve a distinta lata de se vir queixar do “choradinho olímpico” e do que gastámos (segundo o CM) com aquela malta, exactamente na mesma página onde já choramingou pelos direitos de autor que o fisco lhe cobrava e na coluna onde defendeu as escolas privadas com natação e cavalos pagos por nós. Pessoalmente, prefiro pagar a canoa do Pimenta que a “dressage” do Martin. Infelizmente, os nossos atletas olímpicos, depois de quatro anos fracassados, ao contrário dos heróis do João Miguel Tavares, não são convidados para uma Arrow Global ou para um Goldman Sachs.
Na realidade, os atletas portugueses são gente com tão pouco espírito competitivo que nem com “doping” são apanhados. A única coisa que tomam é um copo de bagaço para ganhar coragem e ir pedir dinheiro aos pais para poderem ir aos jogos. Percebo a indignação do JMT e companhia, porque a maioria dos portugueses, que se queixa dos falhanços nos jogos olímpicos do Rio, são gente que há quatro anos acorda mais cedo para saber como estão a correr os treinos da canoagem, da natação, do judo, etc.
Confesso que também estou farto do choro pós-olímpico, mais concretamente dos choramingas que, de quatro em quatro anos, se queixam que Portugal não trouxe medalhas. Aposto que se um daqueles atletas, de repente, saca uma medalha com um golo à Ederzito, vão a correr fazer um site para pedir desculpas.
Aos que se sentem mais desgostosos com a nossa competitividade olímpica, deixo um conselho, podem sempre doar 0,5% do vosso pagamento de IRS a instituições, e há várias dedicadas ao desenvolvimento desportivo de jovens. Mas, se calhar, dá uma trabalheira ter de preencher o quadro 9 do anexo H do IRS. Não compensa, prefiro queixar-me. Na minha moderada opinião, estou a calmantes, é imoral exigir seja o que for de quem desprezámos durante quatro anos.

top 5

Medalhados Olímpicos

1. “BCE obriga três dos novos administradores da CGD a frequentar um curso de 8 dias” – Se for de primeiros- -socorros, acho fundamental.


2. “Cristas em sessão fotográfica com vestido com kiwis” – Já não é a primeira vez. Já apareceu com um só com pêras. Estou desconfiado de que Cristas tem um caso com um administrador da Compal.


3. PSD promete continuar aproximação institucional ao MPLA – a nova PàF.


4. Foto com mulher árabe obrigada a despir-se pela polícia, numa praia de Nice, provoca polémica – A lei do: tira, tira, tira!


5. “Só há 211 desempregados a limpar florestas” – E a administração da Caixa com tanta gente.


João Quadros
Jornal Negócios

Memória dos que não sobram




O movimento das coisas fez revolutear muitas consciências, e democratas instantâneos como o pudim flan surgiram do lodo para construir o seu pessoal destino.

Durão Barroso, Maria Luís Albuquerque, Paulo Portas, Vítor Gaspar, Carlos Moedas, outros mais, serviram quem entenderam dever servir, e foram à vida. Quero dizer: ajeitaram melhor o seu pessoal caminho. Maria Luís ainda aguarda. Aguarda a subida ao poder, depois de Pedro Passos Coelho ser abalroado. O cenário é perturbador. No Pontal, o dirigente máximo do PSD pareceu uma careta de si mesmo. Acentuaram-se-lhe, por moto próprio, os gestos, o sorriso bisonho, o discurso paralelo à ofensa dos outros, e aquele ar de triunfo obrigatório que parece ser um tique nervoso de quem comanda à Direita.
Todos estes acontecimentos são deploráveis pelo que revelam de ócio mentiroso. Quando do 25 de Abril, as pessoas, na generalidade cansadas do fascismo beato, irmanaram-se para proceder a uma alteração histórica nos destinos da pátria. Foi quando a revolução desceu à rua, e aqueles que a não assistiram perderam um dos momentos cruciais da história pátria. Houve democratas instantâneos como o pudim flan, e outros, atemorizados com o desenrolar as coisas, que fugiram para o Brasil, lá permaneceram até que a poeira deixou de estremecer as consciências e tudo voltou quase à mesma.
O movimento das coisas fez revolutear muitas consciências, e democratas instantâneos como o pudim flan surgiram do lodo para construir o seu pessoal destino. Durão Barroso é um desses triunfadores de algibeira. O destino social e político deste homem segue, paralelo, o destino da pátria, sempre sacudida por atenções momentâneas de pessoas sempre prontas a virar o casaco e a fazer melhor vida pessoal. Não me detenho muito nestes casos passionais, mais próprios do momento e da inexistência de carácter. Sei muito bem que os que ficam são tidos como marginais, gente antiga e fora do contexto. E, acaso, todas estas acusações sejam verdadeiras. Mas vejo essa população ainda imensa, que se sujeitou a acreditar nos sonhos, e sinto que ela tem a razão que alimenta a vida e constrói os ideais possíveis.
É lógico que as coisas mudaram, e mudam substancialmente cada dia que passa. E sei que, para muita gente, é difícil adaptar-se a estas normas novas, recuperadas de tradições antigas. Com certa emoção (confesso), sigo as travessias, os gritos e ainda as esperanças desses meus compatriotas. No contexto político mais alargado de todo o mundo, essa gente ainda é aquilo que resta, o que sobra do que ficou dos sonhos antigos. E todos nós sobrevivemos.

Baptista Bastos
Jornal Negócios

Debates marcam regresso do BE - Bloquistas reúnem-se na 10.ª edição do Fórum Socialismo



Santa Maria da Feira acolhe a partir de hoje o Fórum Socialismo 2016 - Debates para a alternativa. Iniciativa assinala o regresso do Bloco de Esquerda depois das férias.



Hoje, a partir das 21h30, os bloquistas recebem o deputado do Partido brasileiro Socialismo e Liberdade (PSOL), Jean Wyllys, que, juntamente com a anfitriã Joana Mortágua, fará a abertura do Fórum Socialismo 2016 no debate «Perspectivas da Esquerda para o Brasil».

O programa preenche-se com cinco dezenas de debates dedicados a temas nacionais e internacionais bastante variados. «Alternativas nas autarquias», «Maquiavel, a guerra dos tronos e a luta pelo poder da Europa», «As esquerdas e os feminismos», «Para que serve 1% para a Cultura?» ou «Transsexualidade: o que mudou e o que falta mudar» são alguns exemplos de temas alinhados entre amanhã e domingo. Na diversidade de assuntos tratados não se incluem matérias como os salários e a exploração dos trabalhadores.

O encerramento está a cargo da coordenadora do BE, Catarina Martins, no domingo, pelas 16h.

www.abrilabril.pt

ALGARVE - Família carenciada de São Brás viu casa renovada por programa solidário da Câmara




  
Uma família com poucos recursos de São Brás de Alportel viu a sua casa ser recuperada e dotada de condições mais condignas no âmbito do projeto solidário Mão Amiga da Câmara são-brasense.

A intervenção começou no início do ano e permitiu concluir uma obra «que estava parada há duas décadas por escassez de recursos» de quem ali habita, uma família monoparental com dois filhos. Para isso, foram investidos 18.300 euros.

De caminho, foram instalados na casa sistemas de energias renováveis, que permitirão poupanças futuras, uma oferta do grupo de beneméritos «The Angels».

A obra que foi feita permitiu «realizar diversas intervenções imprescindíveis para trazer mais dignidade à sua habitação, numa mudança radical de um espaço degradante para um lar acolhedor: a criação de uma rede de água e de esgotos, instalação de eletricidade, aplicação de revestimentos interiores a nível de pavimento, instalação sanitária, paredes e tetos, bem como alguns trabalhos de carpintaria e serralharia», segundo a Câmara de São Brás de Alportel.

«São ações como esta que atribuem um sentido ainda mais forte ao trabalho que desenvolvemos todos os dias, ajudando quem mais precisa a ter mais dignidade e bem-estar no seu lar, que deve ser um espaço onde as pessoas se sintam seguras e confortáveis, porque as pessoas estão sempre no centro das nossas preocupações», considerou o presidente da Câmara Vítor Guerreiro.

O programa de apoio Mão Amiga obedece a uma regulamento municipal que define critérios e prioridades e assume duas modalidades: através de apoio material ou técnico, prestado pelos serviços municipais, ou através de apoio financeiro destinado à concretização de obras, que são acompanhadas por uma equipa de técnicos da autarquia. As situações são analisadas pelos Serviços Sociais e pela Divisão Técnica Municipal, «num valioso trabalho de parceria que tem permitido mudar a vida de muitas famílias».

Desde que o programa foi criado, em 2009, já foram apoiados 30 agregados familiares e atribuídos apoios para realização de obras num valor total superior a 150 mil euros.

www.sulinformacao.pt

26AGOST2016 - IMAGENS CURIOSAS E ENGRAÇADAS + GIFS ANIMADOS PARA ALEGRAR O SEU DIA













































OMRAN DAQNEESH - AINDA HÁ MIÚDOS SÍRIOS COM SORTE!…


Por dar-se o acaso infeliz de termos amigos comuns, vou tendo, amiúde, encontros imediatos do 3º grau com páginas de pessoas que serão muito simpáticas para os tais amigos que temos em comum - amigo é amigo e pronto! - mas que, vendo os seus murais de facebook e o teor das publicações… dá para perceber que são pessoas de direita, reaccionárias, más, preconceituosas, aqui e ali, xenófobas e racistas… passe a longa redundância
Uma moda que já vi em mais do que um desses murais é a decisão lamecha e demagógica de pôr a fotografia do miúdo coberto de pó e sangue, sentado numa cadeira com aquele ar meio apático de quem está em choque, que fez furor nas televisões, jornais e redes sociais… como imagem de "capa" da página de facebook. Tipo "Je suis" qualquer coisa que esteja "a dar".
No meio de uma tamanha desgraça… ainda assim, este miúdo sírio teve uma sorte do caraças!
Aos cinco anos, apesar de ninguém reparar que está a explorar a sua imagem até um limite insuportável… vai sendo "amado" por toda a gente… à distância.
Se já fosse adulto e resolvesse fugir daquele horror e viesse até cá, então já na qualidade de "refugiado sírio"… muitos destes piedosos "feicebukianos" que tremelicam e lacrimejam à sua custa, iriam recebê-lo com a guincharia histérica e xenófoba que lhes é habitual:
«Não queremos cá terroristas!»
«Vão para a vossa terra!»
«Chulos… vêm para aqui chupar o nosso dinheiro!»

A pintura de Fabio Fabbi


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